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Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro |

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Designação: Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Freguesias/Estrada: Candelária/Nacional
Data(s) de construção: XVI - XIX
Coordenadas GPS: 37°49'54.25"N 25°49'51.33"W
Características: ermida implantada num adro nivelado e sobrelevado ao qual se acede por intermédio de uma comprida escadaria. É constituída pelo corpo da nave e da capela-mor, ambas de planta retangular e, por torre sineira adossada ao lado direito. Com fachada principal voltada a oeste, destaca-se a porta encimada por janela e remate, definido por volutas segmentadas que elevam um fecho que suporta a cruz. Enquadrada por pilastras e entablamento, é de sóbria decoração barroca. A torre sineira tem dois pisos separados, com óculo para iluminação da escadaria no primeiro, ventanas rematadas por arco de volta perfeita e balaustrada, que se repete sobre a cornija ao delimitar um coruchéu cónico.
Histórico: Ignorando-se a data de construção, Gaspar Frutuoso refere-a como recém construída por Diogo Gonçalves, sabendo-se ser antiga a história documentada de que os tripulantes de um navio inglês, em alto mar e em frente ao local, vendo-se em perigo, dispararam um pelouro de artilharia com a promessa à Virgem do Socorro de que lhe levantariam uma ermida no sítio onde tocasse terra. Com algum fundamento, esta tradição faz sentido por serem conhecidos registos escritos e um antigo quadro de madeira, de cedro (particular), de devoção à Virgem do Socorro, referido pelo Padre Lopes da Luz. Sabe-se que, em 1573, a viúva de Diogo Vaz Carreiro lhe doou um alqueire de terra sendo já ermida da Virgem do Socorro, de especial devoção aos homens do mar. Possui rendimentos em 1782, ano de importantes obras de douramento no altar (complementados em 1890), lajeamento, retelho e reparações na Casa do Ermitão, restaurando-se pouco tempo depois a torre, fragilizada pelos sismos de 1773. Em 1788 foi adquirido um sino e em 1849 reconstruídos os muros do adro. Em meados do século XX serviu de cenário a uma das cenas mais emocionantes da novela regional intitulada “A Bruxa”, de Augusto Loureiro.
Fontes/mais informações:
COSTA, F. C., 2.º Concurso popular de Igrejas e Ermidas dos Açores - ficha 178, jornal Açores, Ponta Delgada, 1955.
FRUTUOSO, G. (1522-1591), Saudades da terra: livro IV, Instituto Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 1998.
“Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, Junta de Freguesia de Candelária, https://freguesiacandelaria.net/patrimonio-religiao/ermida-de-nossa-senhora-do-perpetuo-socorro/ (consultado em 05-03-2025)
Crédito fotográfico: Nelson Raposo - AFAA
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